As discussões em torno do livro ‘Ciências
sociais, complexidade e meio ambiente: interfaces e desafios’ propiciaram
uma maior conscientização quanto a relevância da complexidade do pensamento. As
hipóteses a serem levantadas, mesmo em um ambiente de intervenção
socioambiental, devem levar em consideração o global, as possibilidades
diversas e o auxílio em conjunto.
A construção das soluções, intervenções, teorias e leis deveriam ser baseadas
no pensamento complexo. O pensamento que não compartimentaliza as áreas do
conhecimento, mas reconhece a importância da conexão entre essas. A partir disso,
pode-se correlacionar o fato de que engenheiros não deveriam lidar com o espaço
e/ou o ambiente, sem antes compreender que ali existirão indivíduos e outros
seres vivos. Da mesma forma como outros profissionais não poderão desenvolver
bem as próprias atividades, sem reconhecer a importância de outras áreas do
conhecimento, ou seja, de outros profissionais.
Para tanto, torna-se evidente que ao se tratar de soluções políticas,
econômicas e ambientais se faz necessário criar alternativos que agreguem
valores e que, sobretudo, não sejam unidimensionais, reducionistas e puramente
objetivas. Um bom resultado pode ser considerado aquele que não precisa de uma
nova intervenção, ou seja, de um novo estudo baseado em outras áreas do
conhecimento, que já deveriam ter sido previamente envolvidas.
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| Fonte: Google Imagens |

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